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A Xiaomi iniciou oficialmente a divulgação da lista de dispositivos elegíveis ao HyperOS 3, sua mais recente plataforma de software que marca um novo estágio na integração entre sistema, hardware e ecossistema. A atualização, que começa a ser liberada de forma escalonada, reforça a estratégia da empresa de unificar desempenho, segurança e inteligência artificial em uma base única, substituindo de vez antigas fragmentações herdadas da MIUI.

- Xiaomi Pad 6 Pro: OS3.0.3.0.VMYCNXM
- Xiaomi Pad 6 Max 14: OS3.0.1.0.VMHCNXM
- REDMI K60 Pro: OS3.0.3.0.VMKCNXM
- REDMI K60 Ultimate Edition: OS3.0.3.0.WMLCNXM
- REDMI K60: OS3.0.2.0.VMNCNXM
- REDMI Turbo 3: OS3.0.4.0.WNPCNXM
- REDMI Note 15: OS3.0.2.0.WPQCNXM
- REDMI Note 14 5G: OS3.0.3.0.WOQCNXM
- REDMI Note 13R Pro: OS3.0.1.0.VNQCNXM
- REDMI Note 13 5G: OS3.0.1.0.VNQCNXM
- REDMI Note 13R: OS3.0.1.0.WNUCNXM
- REDMI Note 13 Pro: OS3.0.4.0.WNFMIXM
- POCO M6 Pro: OS3.0.4.0.WNFMIXM
A Xiaomi alerta, porém, que nem todos os recursos estarão disponíveis em modelos mais antigos ou intermediários e que pode haver maior consumo de energia nas primeiras horas após a instalação, algo que tende a se normalizar rapidamente.
O HyperOS 3 não é apenas uma evolução estética. Ele representa uma mudança estrutural na forma como smartphones Xiaomi, Redmi e POCO gerenciam recursos, conectividade e atualização de longo prazo. A lista publicada indica quais aparelhos entram na nova fase agora e quais ainda permanecerão em versões anteriores, seguindo critérios técnicos e de suporte definidos pela fabricante.
O que é o HyperOS 3 e por que ele importa
O HyperOS foi concebido para funcionar como um sistema operacional unificado, capaz de se adaptar a diferentes categorias de dispositivos, desde smartphones até wearables e produtos de casa conectada. Na terceira geração, a Xiaomi amplia o foco em eficiência energética, segurança de dados e otimização de desempenho baseada em aprendizado de máquina.
Entre os avanços confirmados estão um gerenciamento mais inteligente de memória, melhor controle de processos em segundo plano e camadas adicionais de proteção contra permissões abusivas. O sistema também foi projetado para dialogar de forma mais profunda com o Android mais recente, mantendo compatibilidade com APIs modernas e atualizações de segurança contínuas.
Critérios usados para definir os celulares compatíveis
A lista divulgada pela Xiaomi não se baseia apenas em popularidade ou faixa de preço. O principal fator é a capacidade do hardware de sustentar os novos módulos do HyperOS 3, especialmente os relacionados a IA local, segurança e desempenho gráfico. Processadores mais recentes, maior capacidade de memória RAM e suporte a padrões atualizados de conectividade pesam diretamente na decisão.
Outro ponto relevante é o ciclo de suporte. Modelos que ainda estão dentro da política oficial de atualizações da Xiaomi tendem a receber o HyperOS 3 antes, enquanto aparelhos mais antigos podem ficar restritos a versões intermediárias ou apenas a patches de segurança.
Quais linhas entram na atualização inicial
De acordo com a estrutura apresentada pela empresa, os primeiros aparelhos contemplados pertencem às linhas mais recentes das famílias Xiaomi, Redmi e POCO. Isso inclui modelos topo de linha e intermediários lançados nos últimos ciclos, que já foram projetados com o HyperOS em mente.
Em fases posteriores, a atualização deve alcançar outros dispositivos compatíveis, dependendo de testes regionais e ajustes de estabilidade. A Xiaomi mantém a prática de liberar o sistema gradualmente, começando por mercados estratégicos e ampliando conforme o desempenho da atualização é validado em uso real.
Impacto prático para o usuário
Para o usuário comum, o HyperOS 3 se traduz em um sistema mais fluido, com respostas mais rápidas e menor consumo de bateria em tarefas cotidianas. A integração aprimorada entre software e hardware reduz travamentos, melhora a multitarefa e oferece maior previsibilidade no comportamento do aparelho ao longo do tempo.
Há também impactos diretos na segurança digital. O novo sistema reforça o isolamento de aplicativos, aprimora o controle de permissões sensíveis e acelera a distribuição de correções críticas, um ponto cada vez mais relevante em um cenário de ameaças móveis crescentes.
O que esperar do futuro do HyperOS
A liberação do HyperOS 3 consolida a transição da Xiaomi para um ecossistema mais fechado e integrado, seguindo uma tendência já adotada por outras grandes empresas de tecnologia. A expectativa é que futuras versões avancem ainda mais na convergência entre dispositivos, permitindo experiências contínuas entre smartphone, tablet, relógio inteligente e outros produtos conectados.
Com a publicação da lista de compatibilidade, a Xiaomi dá um passo importante em transparência e previsibilidade para seus usuários. Para quem acompanha a evolução do software mobile, o HyperOS 3 sinaliza uma mudança concreta na forma como atualizações deixam de ser apenas incrementais e passam a redefinir a experiência digital como um todo.
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